O fato é que eu não sinto mais sua falta. Passou. Acostumei-me com a sua ausência, e é isso aí. A gente se perdeu, meu bem. Me desprendi de você, e pela primeira vez, não dói. E essa é a hora que você deve começar a se preocupar: Estou escorregando de teus dedos. Estou vivendo a minha vida, e penso que você deveria fazer o mesmo. Tu escolheste viver assim. Digo, distante de mim. Pois bem, aprendi a te substituir também. Não conseguia mais conviver com a dor te tua ausência, garoto; e desde sempre tive a impressão de que tu conseguias viver muito bem sem mim. E, pequeno, temo que tenhamos que continuar assim. Você aí, e eu aqui. Distantes. Talvez seja o melhor a se fazer, já que nos permitimos chegar nessa estaca onde sentir tua falta não me aborrece mais.